terça-feira, 30 de março de 2010
Santarém, a Pérola do Tapajós - Paulo Paixão

Canto a minha terra porque por ela sou perdidamente apaixonado, qual Dirceu por Marília “... Se encontrares louvada uma beleza, Marília, não lhe invejes a ventura, que tens quem leve à mais remota idade a tua formosura”. Canto a minha terra com o mesmo amor e fascínio de Casimiro de Abreu em sua poesia “Meus Oito Anos” “... o céu bordado de estrelas, a terra de aroma cheia, as ondas beijando a areia e a lua beijando o mar” ou “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias “...Nosso céu tem mais estrelas, nossas várzeas têm mais flores, nossos bosques têm mais vida, nossa vida mais amores...” . Acredito que meu canto seja até um tanto choroso, mas nunca afetado ou muito menos de um bairrismo exacerbado. Canto “... porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem triste: sou poeta” , como dissera Cecília Meireles na sua poesia “Motivo”, musicada por Fagner. Sigo o dizer de Tolstoi “Se queres ser universal começa por pintar a tua aldeia”. Outro poeta, também, já houvera dito, “o poeta tem sangue e terra nas veias”. E quem sou eu para contestá-los?
Minha terra (que é a terra de todo brasileiro que a queira inteira, linda e preservada) é diferente porque está localizada na justa confluência de dois grandes rios amazônicos que se namoram desde tempos imemoriais: o de águas amareladas, possante, intrépido é o Amazonas, e o outro, de águas azuis, límpidas, lindo de marejar os olhos, é o rio Tapajós. Por eles os ribeirinhos navegam suas vidas; as velas surfam num deslizar de lida e frenesi; os poetas e artistas criam, se superam e se extasiam. Os ventos, afoitos, se entrechocam numa brincadeira infinda; o céu se mira no azul do Tapajós e tenta superá-lo, depurando sua derme e ainda tentando iludir os olhares com a corrida estonteante de nuvens brancas multiformes.
O que dizer das suas praias? Que são infinitas, alvas, virgens, renováveis, ímpares, bucólicas, românticas? Não, todos já o sabem belas e insuperáveis, todavia, gostaria de deixar bem claro que Alter do Chão, é, realmente, tal como está eternizada no mundo, exótica, maravilhosa, inesperada, mas, há outras no entorno do Tapajós como: Mapiri, Maracanã, Juá, Salvação. Maracangalha, Maria José, Ponta-de-Pedras, etc., acrescentando que, além das localizadas no município de Santarém, há outras como Pindobal, Porto Novo, Cajutuba, pertencentes ao município de Belterra. Sublinho, ainda, que até agora, pouco se falou do rio Arapiuns, entretanto, num futuro não muito longínquo, ele virá à tona e, principalmente, pela singularidade de suas águas claras, suas praias alvíssimas e sua floresta intocada e bela, tornar-se-á o novo sonho dourado dos brasileiros!
Canto a minha terra por sua gente humilde, sábia e de uma tradição cultural exemplar. Falo daquele santareno nato, tanto de nascimento quanto de coração, que carrega nas suas artérias os anseios dos seus filhos, netos e bisnetos, a singularidade da sua história, o amor inexplicável (mas procedente) por sua Terra e, mais especificamente, falo daquele que carrega no seu DNA a memória viva dos seus antepassados. Falo dos seus músicos, poetas, artesãos, escritores, políticos, versejadores, estudantes, trabalhadores, que, nunca deixam de derramar seus prantos por seu Amor (Santarém) e perpetuar o compromisso com nossa identificação cultural. Canto, também, os recantos encantados das várzeas, dos remos cadenciados que tocam o gado pras marombas; que travam as canoas nos remansos dos igapós para que se ouça o estrídulo dos periquitos e maracanãs e o esganiçar das guaribas; que transportam alunos para as escolas de alfabetização na outra margem do rio; que unem comunitários para abrirem palha em regime de puxirum e debater suas demandas em reuniões comunitárias.
Canto a vida do planalto de árduo trabalho e peregrinações diárias para os roçados e juquiras; o trânsito intenso de juntas de boi ou cavalo, camionetas ou caminhões que escoam a produção para as feiras da cidade; os banhos de igarapés de águas frígidas e as disputas de argolinha e futebol nos fins de semana ou dias comemorativos; as novenas e os cultos à beira das estradas de chão branco ou vermelho; os arrasta-pés dos tempos das boas safras onde se come e se bebe pelo ano todo e se vê a ternura, a beleza, recato e simplicidade das mulheres dos campos e aldeias.
Santarém, a pérola do Tapajós, no dizer do nosso consagrado poeta, quero ver-te sempre como rainha, que une povos, mormente através dos rios; que é a favorita para representá-los ou liderá-los nesta arrancada de independência política, pois, nós, os autênticos santarenos, lutamos por uma bandeira de ideais sacrossantos, verdadeiros: lutamos pelo bem dos nossos povos e a preservação e o desenvolvimento sustentável da nossa terra. Então, evoco os versos do cantor e compositor santareno, Beto Paixão: “... Se fosse pra escolher, escolheria você que é a cidade da foz. Dois rios te banham, cabocla, herdeira mais pura. Te dou minha voz...”.
Fala-se da recuperação do Teatro Vitória, que bom! Nunca é tarde para o arrependimento, quando se fala em erro da vontade e intenção humana! Queremos ver o movimento de atores, cenógrafos, personagens; queremos ver as peças encenadas no palco, ribalta, cenário, cortina e a platéia extasiada, aplaudindo e até com choro de emoção. Vamos comemorar, abrindo nosso teatro em grande estilo, levando as escolas para o anfiteatro. Vamos deixar que os jovens, através de musicais ou óperas, extravasem seu potencial, há muito contido, pois, santareno que é santareno arrebenta! Faz a diferença!
domingo, 28 de março de 2010
TÔ DENTRO....TÔ FORA!
Opiniões retiradas da edição de hoje do Jornal o Liberal.
- Nagib Charone Filho, em seu artigo "As carruagens de fogo em Belém": "Até pouco tempo o transporte coletivo estava em mão de uma dezena de empresas que formavam um verdadeiro cartel, gerando muitos lucros e muito mais cartas de barganha em vésperas de eleição. Desmanchando o cartel e assoberbado por um aumento expressivo da população a ser transportada sobre vias inadequadas, o transporte coletivo organizado, parece está desaparecendo a olhos vistos, substituído pelas vans, micro-ônibus, peruas e até kombis fumarentas, desconfortáveis e perigosíssimas". TÔ DENTRO! Este é o retrato fiel do sistema de transporte de nossa Belém. São verdadeiras carruagens de fogo, colocando em risco a vida das pessoas que se utilizam desse meio de transporte.
- Deputado Federal Ciro Gomes, falando de sua candidatura à Presidência da República: "Vocês estão falando com o próximo presidente do Brasil". TÔ DENTRO! Esse é o cara!
- Do arcebispo Dom Alberto Taveira, respondendo à pergunta do repórter de o Liberal se êle acreditava que as invasões ou ocupações à propriedade alheia são uma espécie de mal necessária: "Não me cabe papel de juiz, pois a sociedade tem as autoridades constituídas e habilitadas para avaliar as ações de grupos que nela atuam". TÔ DENTRO! Resposta sábia para uma pergunta infeliz!.
- Deputado Zé Geraldo do PT, contrário à redivisão do Estado:"O Pará nesse momento, na minha avaliação conjuntural, nesses próximos dez anos, não tem como se dividir em três estados". TÔ FORA!São mais de trezentos anos que a população daquelas regiões esperam por esta oportunidade. Dessa maneira, o Deputado trai a confiança daquela população e coloca-se ao lado dos Maioranas e da ACP!
- Da coluna do Collorido C.Humberto, Papo no metrô do Rio: "Com tanto jogador do Flamengo na polícia, o time vai fazer o regime; regime semiaberto!". Como bom vascaíno, teria de concordar! TÔ DENTRO!
- Elio Gaspari, dizendo que Barack Obama mostrou a que veio: "Em pouco mais de um ano viu-se que a calma,equilíbrio e determinação de Obama não eram coisa de marqueteiro. Seus êxitos na reforma dos planos de saúde e na negociação com os russos aconteceram porque ele acredita que consegue fazer História formando consensos". TÔ DENTRO! Bola dentro de Obama!
- Elio Gaspari, sob o título de ingratos: "O PSDB resolveu ficar com vergonha de Fernando Henrique Cardoso. Tudo bem, mas, se não fosse ele e seu Plano Real, o partido simplesmente teria deixado de existir!". TÔ DENTRO! Mas defender FHC nesse momento é suicídio político.
sábado, 27 de março de 2010
Momento de solidariedade humana!
Promotor Francisco Cembranelli - Esse é o cara
quinta-feira, 25 de março de 2010
Bárbara Moura - Parabéns

domingo, 21 de março de 2010
Minha amiga - Mauro Cotta
sábado, 20 de março de 2010
Gabriella Sales Moura - Formatura
sexta-feira, 19 de março de 2010
A música - Paulo Paixão
Que nos deixa leves,
Voando o vôo do êxtase...
Ora estamos nos confins
Do universo, curtindo
A solidão eterna entre
As luzes e os corpos celestes,
Ora, sobre os vastos campos,
Beijando flores como as
Abelhas ou os colibris.
Vejo-me numa mesa de jantar
Rindo com meus irmãos,
Com meus pais.
Mamãe ensinando-nos o bom
Uso dos talheres.
Papai, contando-nos do dia a
Dia do seu trabalho.
Os amores de adolescente tinha
Tudo de mais romântico.
Um beijo roubado, desejos sufocados.
Planos, promessas, cartas de amor,
Briguinhas por ciúme, tantas
Cobranças, farras, festanças...
Assim era a rotina com o bem-amado.
Uma áurea sobre a lápide
Da Iana
Traz a saudade, a angústia e a dor.
Lágrimas parecem dizer:
Por que teve que nos deixar?
Está no além-mar, no além do céu...
Lá onde não podemos vê-la, tocá-la.
Só este fado na voz de Madredeus
Acompanhada por um violão
Plangente
Faz a gente se contentar. Até quando?
Não sei...
Meu pai saiu, disseram-me: foi
Para o Paraíso!
Ele nunca mais voltou...
Esperei-o dia após dia, com
Paciência e esperança..., aguardando
Vê-lo para servir sua janta;
Para ouvi-lo tocar seu saxofone.
Um dia todos irão para não
Mais voltar...
Que mistério é este Meu Deus?
Por que a dor, a dor, a dor, a dor?
Tenho um imã pela solidão...
Vejo-me no alto da serra
Olhando, lá embaixo, o rio azul
Ziguezaguear com mansidão
Sobre a mata...
Distingo suas notas monótonas...
Parecem entender a minha alma:
Solitária e calma...
Meu amor paira qual borboleta
Sobre o arbusto repleto de flores,
Sorrindo com aquela boca de dentes
Brancos e lábios carnudos.
Olhos azuis e cabelos louros lisos,
Olhando-me com ternura...
Nunca a alcancei na dura
Vida que vivo...
Mas ouvindo esta música
De saudade, ponteada por um violão
Melódico, posso vê-la, senti-la
E perdê-la tão logo o final
Da última nota...
quarta-feira, 17 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Moura Corretora

Se você quer comprar, vender, alugar imóveis e fazer seguros para carros é só acessar a Moura Corretora.
Lá, o meu irmão Leno Moura terá o maior prazer em atendê-los.
Terra Querida!
sábado, 13 de março de 2010
De volta para o passado!
Olímpiadas do Banco da Amazônia. Bons tempos aqueles em que se conseguia conciliar o trabalho com o embate saudável entre os colegas. Momentos de congraçamento entre os colaboradores. Times do DEPES (Departamento de Pessoal), em pé e do DEPAD (Departamento Administrativo), agachados. Agora, adivinhem que é aquele zagueiro ao lado do técnico, de bigode e com cara de mau!?
Uma igreja à venda em Belém!
Uma igreja a venda em Belém por R$ 1.2 milhão


A história da Capela está ligada ao ilustre Coronel Ambrósio Henriques que viveu entre 1750 e 1820. Senhor de engenhos, português, que se mudou para Belém na segunda metade do século XVIII. Diz a tradição que por ele foi mandada construir, anexa ao sobrado de sua propriedade, a fim de que a família pudesse participar da missa e de outras cerimônias religiosas, acompanhada dos amigos e dos escravos.
Teria sido concluída em 1790, embora já existisse em 1784. A Capela dos Pombos, ou simplesmente Capela Pombo, assim chamada pela população, por associação ao nome da família proprietária da mesma, teve vários responsáveis ao longo de sua existência e, durante os anos, foi sendo passada aos descendentes do Coronel Ambrósio. É, hoje, a única capela particular existente em Belém.
O prédio e a história podem mudar de dono, segundo o jornal O Liberal, por R$ 1,2 milhão de reais.
O Segredo do Casamento - Stephen Kanitz

O Segredo do Casamento Meus amigos separados não cansam de me perguntar como eu consegui ficar casado trinta anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.
Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo.
Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas, dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue.
Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento - a única diferença é que me casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu.
O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo no fundo, é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos, é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, voltar a se vender, seduzir e ser seduzido.
Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua de mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?
Sem falar nos inúmeros quilos que se acrescentaram a você, depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos num único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.
Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é sua esposa que está ficando chata e mofada, são os amigos dela (e talvez os seus), são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo círculo de amigos.
Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas, se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.
Não existe essa tal "estabilidade do casamento", nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma "relação estável", mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensando fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, por que não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.
Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo e interessante par. Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso, de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.
Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)
sexta-feira, 12 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
O valioso tempo dos maduros - Mário de Andrade
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
Daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam
poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
«As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos»
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa...
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
Utilidade Pública
Saiba por que o grão-de-bico vale ouro... O grão-de-bico é um alimento mais rico do que o feijão em muitos aspectos. Entre 20 e 30% de sua constituição é pura proteína. Possui muitas fibras, zinco, potássio, ferro, cálcio e magnésio. Se for consumido todos os dias, faz ganhar massa muscular, aumenta o bom humor, reduz o nível de colesterol ruim e regula o intestino. Mas sua qualidade mais famosa é de gerar felicidade: possui mais triptofano do que o feijão, o mesmo aminoácido essencial que faz do chocolate essa bela fonte de bem-estar e redução do estresse. "Em seres humanos metabolicamente normais, o aumento do consumo do grão-de-bico tem como conseqüência uma maior produção da serotonina", destacam Leonardo S. Boiteux e Maria Esther de Noronha Fonseca, do Laboratório de Melhoramento Genético & Análise Genômica do Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças (CNPH) da Embrapa Hortaliças, em Brasília. Por ter ômega 3 e 6, é indicado para prevenir doenças cardiovasculares . E quem tem diabetes ou está lutando contra a obesidade também pode se beneficiar da leguminosa. "Tem carboidratos complexos, ou seja, possuem uma metabolização lenta no organismo. Por também ser rico em fibras, proporciona sensação de saciedade e a pessoa só vai sentir fome bem mais tarde", explica a nutricionista baiana Solange Carvalho. Os pesquisadores da Embrapa Hortaliças destacam que as sementes do grão-de-bico também acumulam mais fitoestrogênios do que as do feijão - substâncias que têm ação preventiva na osteoporose e de problemas cardiovasculares. Os fitoestrogênios também são usados na reposição hormonal após a menopausa.
Artigo do poeta Paulo Paixão a favor da criação do Estado do tapajós
Deus, abençoai o Estado do Tapajós!
Uma vez estávamos, eu e meu amigo Rui Saraiva, na orla de Juruti, quando aproximou-se do seu porto um navio que vinha de Manaus com destino a Santarém, com escala em cidades intermediárias, incluindo Juruti. Pois bem, nesse momento, um alvoroço tomou conta do cais da cidade, então, nos aproximamos para ver melhor o que se passava. O motivo da agitação fora a chegada do navio que atracaria no porto e rumaria, ato contínuo, para Santarém. Nesse instante escutamos dos pescadores e estivadores a seguinte conversa:
- Pra onde vai este navio?
- Vai pra Capital?
Ouvindo isso fiquei espantado, pois, soubera que dito navio só chegaria até Santarém. Deste modo, perguntei a um transeunte que se apressava a ir para o cais de atracação:
- Este navio não vai para Santarém?
- Vai sim.
Foi, então, que o meu amigo Rui compreendeu minha preocupação ou espanto e explicou:
- Paulo, a Capital a que eles se referem é Santarém!
Não mais precisou que o Rui detalhasse tal explicação, pois, percebi a intenção do ribeirinho. Acontece que o aludido cidadão vivia na mesoregião do Baixo-Amazonas e para ele suas referências geográficas, políticas, culturais são outras. Melhor dizendo, seu mundo é outro. Sofre influências outras. Para ele Belém é uma Capital do outro mundo, que vive noutra realidade. Basta pensarmos que Juruti fica a 218,29 Km de Santarém. Pergunto, fica a quantos quilômetros de Belém?
Bem, essa lembrança referida acima ilustra meu ponto-de-vista acerca da criação constitucional do pretenso Estado do Tapajós, tendo Santarém como sua merecida Capital. Quais as pessoas que não aceitam a criação do Estado do Tapajós? Quem são elas? Digam-me, por favor, porque já não suporto mais esta espera! Quero, sobretudo, a independência política do meu povo! Quero viver para comemorar esse dia e morrer só depois de vê-lo tremular como altiva estrela nas dobras da bandeira nacional! Não tenho dúvida: são os belenenses; somente eles! Compreendo perfeitamente suas razões, porque me coloco em seu lugar, no entanto, tenho que ocupar o meu lugar e o meu lugar tem outras razões que não podem ser asfixiadas por tanto tempo assim.
Quando o espanhol Francisco Orellana, em 1542, teve o primeiro contato com a nossa Terra, ele deveria ter estremecido de júbilo ao vê-la tão linda quanto o mais lindo “conto de fada”; tão edênico quanto a fantástica visão do Gênesis, caso fosse um homem que, pelo menos, tivesse a sensibilidade para apreciar um poema épico camoniano. Seus habitantes, (nos conta a história), foram gentis e amistosos com os visitantes exploradores e deles obtiveram, apenas, o conhecimento da maldade, ingratidão e rapina, excetuando-se, (ainda bem), o bom tratamento cristão dispensado pelos padres missionários.
Desde essa época nossos ancestrais sofreram perseguições, as mais desumanas possíveis como invasão do seu território, aprisionamento, escravidão, pilhagem dos seus bens, sevícia e estupro de suas mulheres e descaracterização da sua cultura.
Geograficamente, dista oitocentos e sete quilômetros de Belém (em linha reta), distância esta que sempre foi motivo de esquecimento político-administrativo, ao longo dos anos, por parte dos governantes estaduais, o que viera a consolidar, juntamente com outras razões não menos significativas, paulatinamente e de forma crescente, os anseios do seu povo às ditas “pretensões separatistas”, que para nós são, na verdade, “pretensões integralistas”, uma luta centenária de emancipação do Oeste do Pará.
Todos, a bem da verdade, pouco caso faziam a Santarém ou ao Oeste do Pará. De nada adiantou o lirismo das poesias e a dolência das músicas santarenas; de nada adiantou o vôo estelar de seus políticos, escritores, atletas, artistas etc. Santarém e todo o Oeste teriam que ficar anexados eternamente aos membros ou tentáculos do gigante, o que significaria dizer, eternamente, relegados a condição de mais uma cidade (ou cidades) lá do Oeste do Pará, onde se ouve com freqüência o assobiar da Matinta Perera e o espirro do boto-tucuxi.
Mas, como que de repente, vozes se voltam para aquele Eldorado isolado e esquecido e firmam o pé dizendo “ele é nosso”, “não vamos deixar que estrangeiros o tomem da gente”, “são revoltados separatistas”, enfim, não adianta “chorar o leite derramado”, vamos mesmo ao embate e com toda a garra e denodo, tal como o vem fazendo a nossa Pantera alvinegra. Esses gritam e gesticulam só porque a revista estrangeira “The Guardian” teve o mérito e a grandiosidade de quebrar tabus e eleger nossas praias e rios como os mais lindos e incomparáveis do mundo? Só, agora, os reconhecem...?
Povo meu, irmãos meus do Oeste do Pará, nossos vínculos são profundos, nossa história é una e heróica, temos uma cultura bem definida sim, faltando, apenas, melhor difundi-la. Nossas queixas são semelhantes, nossos ideais são os mesmos. Nós nos superamos, tanto faz dizer no campo econômico, político, cultural, esportivo ou histórico. Se deixarmos de lado certos liames, podemos dizer de “boca cheia” que temos vida própria, porque sempre vencemos e com nossas pernas e braços as adversidades e abandonos; que somos auto-suficientes e que queremos caminhar sempre de mãos-dadas nas sendas e trilhas da Nova Unidade da Federação; que haveremos de conquistar, através do voto ou do reconhecimento das nossas verdades incontestáveis, o nosso sonho maior e nossa maior necessidade: autonomia, descentralização política, autodeterminação, preservação e consolidação duradoura de nossas peculiaridades regionais, participação no poder político, independência, soberania, formando um Estado forte de modo a enriquecer nossa sagrada democracia!
Deus está do nosso lado e nos há de proteger. Coragem e determinação nos sobram, só queremos a luz de Deus e sensatez dos homens à nossa justa causa. A sorte está lançada! Que Deus abençoe o Estado do Tapajós !
Paulo Paixão
quarta-feira, 10 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
Parabéns minha mãe querida!
segunda-feira, 8 de março de 2010
Dia Internacional da Mulher!
domingo, 7 de março de 2010
A solidão - Paulo Paixão

Já exausto e precisando de uma
Sombra reconfortante, paro e penso:
Por que me tornei, de súbito, um solitário
Temeroso?
“Lobo da estepe”, um clássico de Hesse
Que proclama a solidão do homem
Neste universo grandioso
Que sufoca a pequenina (já por
Seu tamanho descomunal)
E imperceptível centelha de luz
Que somos todos nós...
O que vem por trás do tempo?
Ondas gigantes do mar insano?
A cada ano, a intensificação dos
Vendavais, do frio intolerável, do calor
E das secas infernais?
Pó trás do tempo o vento endoidecido
Obedece a ordens celestiais?
Vem a negrura, a vermelhidão e os ais?
Desespero, redemoinho de corpos
Inertes, desencontro de informações...
E o vento castigando impiedoso...
De nada adiantando as blasfêmias, as
Indignações!
Para onde vão os amores, as amizades
Verdadeiras?
Os bichinhos que criamos,
Para onde vão?
Muitos dos meus se foram
Na passagem do vento
E outros mais irão.
Solitários, continuaremos,
Uivando como lobos nas pradarias
Da imensidão?
Eu me vou numa das passagens
Do vento...
Temo sim, deixar para trás a música suave
E romântica;
A moça viçosa dos meus versos soltos;
O banho prazeroso nas águas frias
Das bicas e dos córregos;
O chão que pisei tantas vezes;
A casa de taipa que morei;
O velho limoeiro que reguei...
Lastimo tanto as separações
E nossa estada na Terra
Tão breve, mas tão aprazível...
Lamento as perdas dos amores,
Que, como as flores,
Mostram o seu viço, sua beleza,
Mas num certo dia,
Murcham e se perdem pelo chão,
Dando vez a outras
Que enfeitam e perfumam
Os jardins.
Maldita sina de todas as vidas!
Suas passagens são esquecidas!
Maldita terra, que tudo enterra,
Sem se importar com o desespero,
A dor e a saudade dos que ficam
E a incerteza, o medo e a eterna solidão
Dos que vão!